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Pai, Mãe e Filha – Aquarela

Acho que a parte mais legal do meu trabalho é conhecer os clientes e suas histórias. A Anna já havia me encomendado uma ilustração antes, e retornou pedindo 3 novas produções, que seriam presentes para pessoas que ela ama bastante. Fotografei o processo de apenas 2 ilustrinhas, e vim compartilhar com vocês. ❤

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A Anna queria dar de presente aos seus pais, ilustrinhas personalizadas. Modéstia a parte, e aproveitando para vender meu peixe, é uma ótima opção para presentear, quando queremos algo diferente e bonito. Não tem ninguém que não goste, de verdade. 🙂

Uma era para a mãe, e outra para o pai; ambas para seus aniversários

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Começo naquela ordem mesmo que vocês já viram por aqui. Fundo primeiro, depois construo pele, cabelos e roupas.

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Não tem muito segredo como construo a pintura, como vocês podem ver nos speedpainting’s que disponibilizo no meu Canal do Youtube.

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Eu finalizo sempre com a caneta nanquim, caneta em gel branco e com lápis de cor, fazendo contorno, luminosidade e sombras, respectivamente.

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Aí como vocês podem ver, a 3ª ilustração que não fotografei o processo, que foi para presentear o cunhado dela. Um amor, né não? ❤

Por hoje é isso. Espero que tenham gostado de ver um pouco da construção de uma encomenda bem especial.

Até a próxima.

Materiais utilizados

Papel Canson Aquarela 300g/m²

Aquarela Winsor and Newton

Aquarela Lukas

Pinceis Keramik 311

Pincel reservatório Sakura

Caneta Nankim Uni Pin

Caneta Gel Branco Uni Ball

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Livro “Azeitona” | Bruno Miranda (resenha)

resenha sobre o romance de bruno miranda azeitona

Como esse blog anda meio paradinho, tendo em consideração que minha vida artística também anda parada (por opção minha e necessidade), resolvi escrever aqui outras coisinhas que ando fazendo enqresenha sobre o romance de bruno miranda azeitonauanto não ilustro, aproveitando meu período de férias. Ando atualizando minha lista de leitura, o que tem sido muito bom e gratificante, pois há tempos não dedicava tanto tempo para mergulhar em um livro como venho fazendo agora. Confesso que ler é um dos meus prazeres preferidos (talvez o maior, seguido depois por desenhar), e quando gosto de um livro, minha vontade é contar para meio mundo o quanto aquele livro é bom.

Pois bem! Hoje, trago uma resenha para vocês (a primeira!) de um livro que me surpreendeu bastante, talvez por eu não ter dado tantos créditos ao autor, o que já foi uma bela injustica, pois gosto muito dele em outros aspectos do seu trabalho, como YouTuber, por exemplo. Mas, ao dar de cara com as primeiras páginas, percebi que ele não é só um bom e divertido YouTuber, mas um belo escritor e que tem tudo pra dar certo no gênero que ele se aventurou a escrever.
resenha sobre o romance de bruno miranda azeitona
Já de cara, vou dizer para que você se desamarre do preconceito com livros de Youtubers. O caso de “Azeitona” nada tem a ver com as “biografias” lançadas por aí. É uma história muito bem construida, divertida e cativante, onde Bruno Miranda, o autor, nos leva a refletir sobre muitas coisas que passam longe de serem fantasiosas. Vou colocar aqui a sinopse antes de fazer minhas considerações sobre a história:
Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.
O romance de estreia de Bruno Miranda, criador do canal Bubarim, no Youtube, é uma história divertida e tocante sobre relacionamentos familiares.
Por ser uma história que envolva adolescentes no enredo, pode ser que traga um pouco de preguiça em quem não gosta do tema, mas não, não se entregue logo de cara. Mesmo que a história gire em torno de Ian e Emília, que são dois adolescentes ainda muito inseguros e incertos sobre as próprias vidas, esses questionamentos criam todo o cenário para que possa se desenrolar a confusão que permeia todo o livro, que é, justamente, o fato de inventarem uma gravidez em troca de um cachê absurdo.
É interessante acompanhar como eles lidam com as consequências das próprias escolhas, tendo as vezes, até um certo ar de maturidade por parte do Ian em se preocupar tanto com a irmã e com o sobrinho que logo vai chegar. Ao mesmo tempo, é extremamente engraçado como tudo vai acontecendo, e Bruno Miranda conseguiu transmitir todo o seu senso de humor que antes era somente visto no Youtube, em pequenas tiradas irônicas e ácidas que ele solta ao longo da história. Além disso, Bruno consegue detalhar bem as cenas sem que elas se tornem cansativas, e isso permite que todas as cenas possam se enlaçar de forma bem coesa.
Quando o livro chega ao clímax, onde tudo parece dar errado na vida das personagens, a gente é capaz de sentir todos os pensamentos que passam na cabeça de cada um deles e cheguei a ficar comovida em alguns momentos. Por fim, o desfecho não tem nada a ver com aqueles finais felizes (os quais eu detesto) em livros açucarados. O livro termina, na minha opinião, como tem que ser. Não espere o tal do “felizes para sempre”, mas sim, um desfecho que retrata situações as quais cada um de nós podemos viver e uma forma mais tranquila de lidar com essas situações, por mais desastrosas que elas possam ser. Então, é um final feliz, sim, mas, nos ensina que ter finais felizes não significa se livrar de todos os problemas do mundo, mas sim, saber enxergá-los pelo outro lado da moeda.
resenha sobre o romance de bruno miranda azeitona

Fonte: Diário Catarinense
Foto: Rogério Silveira / Divulgação

Recomendo muito a leitura, principalmente ao público que é destinado: adolescentes e jovens adultos, pois traz reflexões muito legais e divertidas sobre a responsabilidade que temos sobre nossas próprias escolhas e as consequências que precisamos enfrentar. Acredito que essa é uma fase na qual descobrimos tudo isso de forma muito abrupta e que ter um livro como esse para nos ajudar a pensar um pouquinho sobre o tema, é bem interessante.
O Bruno me surpreendeu bastante e vejo que todo o amor que ele tem por literatura (ele tinha um canal no youtube onde resenhava livros) é demonstrado inteiramente nesse livro. É uma história muito bem elaborada e inteligente, e com certeza, é a sua porta de entrada no mundo da escrita e espero ansiosamente pelo seu próximo livro. Gargalhei bastante em alguns momentos e esse senso de humor dele é incrível. Recomendo o canal dele também!
Para comprar o livro:
Então é isso. Espero não demorar tanto para o próximo post hihihi. Até mais e bom divertimento!

Por que “Não Disse”?

Já perdi as contas de quantas pessoas me fizeram essa pergunta. hahahaha Ai meu Deus… e eu sempre me embolo pra responder, embora a resposta já esteja na minha cabeça.

A resposta se confunde com o porquê de eu ter criado o @naodisse. É simples, bem simples…

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Criei o não disse pois eu não tinha coragem de mostrar pras pessoas os meus desenhos, e de certa maneira, eu “não disse” pra ninguém que gostava de desenhar. Uma outra justificativa, era que as ilustrações seriam sempre uma forma de manifestar algo que eu as vezes preferia “não dizer” pra ninguém, e assim, eram representadas em forma de cores e traços.

Eu até cheguei a ilustrar algumas frases pois elas tinham significado pra mim, pelo menos em alguma circunstância da minha vida, como por exemplo, falas de pessoas que eu escutava por aí.

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Depois disso, arrumei coragem e fui ilustrando outras coisas. Já deve ser a terceira vez que menciono isso, mas tudo que ilustro, é importante pra mim, até mesmo as encomendas. Acredito que para qualquer artista seja, pois em uma ilustração a gente coloca tudo aquilo de bom que temos para transmitir, nossas preferências, nosso estilo e até o nosso humor. É por isso que coloquei o nick do meu instagram como “nãodisse”, pois nada disso é dito pela linguagem semântica que usamos, mas sim pela mistura de cores que deixamos espalhar pelo papel e os nossos segredos inconscientes escondidos pelas figuras que sempre tem algo a dizer.

Espero ter respondido a pergunta de alguns de vocês e agora, toda vez que alguém me perguntar, vou enviar esse link pra pessoa hahaha.

Obrigada por ter me acompanhado até aqui!

Até a próxima! 🙂

Como comecei?

Nesse 1 ano de @naodisse, me peguei pensando em quando criei esse instagram e como cheguei até aqui. Claro, não é nenhuma trajetória cheia de histórias incríveis e emoções a mil, mas foram 365 dias interessantes e que me fizeram crescer de uma forma ou de outra.

Antigamente eu me amarrava em desenhar figuras humanas no grafite. Ficava horas (quando batia a vontade de dedicar) desenhando até ficar do jeito que eu queria. Nunca ficava, no fim eu sempre achava que tava muito aquém da minha expectativa. Mas com a prática fui pegando o jeito e esses dois ultimos foram os que mais ficaram parecidos com as fotos originais e que o resultado me encantou bastante na época.

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Eu não aceitava a ideia de colorir meus desenhos, e acabei revendo esse meu conceito tão torto sobre cores. Eu sempre achava que eu ia estragar a ilustração se eu colorisse, até pq eu não tinha prática nenhuma com lapis de cor (somente na infância hehe).

Mas um belo dia, resolvi arriscar por causa de um trabalho na faculdade de Design (que infelizmente não tenho ele comigo) e comecei a colorir alguns dos meus desenhos.

ilustração de menina com coroa de flores

Já na faculdade de Psicologia, referência não me faltava. Gostava de desenhar meus colegas no sketchbook e assim fui brincando com os lápis de cor. Eu ainda não tinha muito jeito, e o papel pólen do sketch não é tão indicado pra essa técnica, por ser liso demais, mas já valia por estar tentando e me aperfeiçoando.

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Hoje não vejo mais nenhum desenho meu sem cor.

Sempre tive vontade de desenhar todos os dias, mas me faltava aquela inspiração que eu achava que todo artista tinha de forma inata (às vezes eu até acho que alguns tem, porque não é possivel sair tanta ideia bacana daquelas cacholas) e eu pensava nunca conseguir. Acaba somente desenhando alguns amigos e olhe lá. [vide foto acima e foto abaixo].

Com o tempo, a gente descobre que inspiração é fruto de prática e estudos intensos, e não de intervenção divina hehe

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Mas um belo dia resolvi brincar mais de desenhar, já que eu tinha tantos materiais parados em casa (provenientes da faculdade de Design Gráfico que eu fiz anteriormente) e que enchiam meus olhos de tanta alegria. Assim, criei o @naodisse pra poder me forçar a desenhar todos os dias, pelo menos alguma coisa e assim, desenvolver minha criatividade.

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É incrivel que como praticar sempre, faz a nossa cabeça se abrir pra algumas ideias. Confesso que ainda sou muito travada para ideias mirabolantes, mas não me sinto tão presa ao ilustrar alguma coisa de cabeça, e muito menos, para vislumbrar encomendas que vem chegando e preciso criar alguma coisa para mostrar ao cliente. Mas foi o início de tudo e me sinto muito feliz de olhar para trás e perceber o quanto venho evoluindo.

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Assim, os meses foram passando e recebi algumas encomendas, e vocês podem ver acima, a primeira encomenda que fiz para alguém tão distante. Não preciso contar o quanto fiquei agoniada com essa responsabilidade né?

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Essa foi uma das mais recentes. Hoje percebo que meu traço se firmou e venho construindo um estilo só meu. Sinto muito orgulho disso tudo e adoro ver as pessoas confiando em mim para realizar trabalhos tão especiais como esses e me sinto realizada por não ter desistido das minhas ilustrações, mesmo que as vezes eu tenha tido vontade de jogar tudo pro alto.

Espero que esse post tenha sido de alguma forma, um jeito de inspirar você que ainda não sabe como começar. É simples, comece do nada hehe. Mas é isso mesmo, não tem muito segredo. Descubra o que gosta de desenhar e procure referências na internet. Eu ainda vou fazer uns posts sobre isso e espero ajudar quem tenha interesse em saber como faço pra me inspirar.

Melhores Amigas – Aquarela

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Voltei com mais um processo de ilustração em aquarela. Por mais que eu poste pouco por aqui, eu tenho sempre o hábito de fotografar cada etapa do desenho, tendo em mente que um dia vou mostrar pra vocês.

Essas duas meninas, fiz já há algum tempo, no meu sketchbook próprio para aquarela, onde todas as folhas são Montval 300g/m². Fiz resenha dele aqui, é só clicar no link.

Eu tenho fases muito específicas nos meus processos de ilustração. Tem dias que quero fazer os meus bonequinhos “fofinhos”, e eles são sempre a maioria. Mas outras vezes, sinto falta de fazer personagens um pouco mais próximos da realidade.

Como vocês podem ver, cada etapa é a construção de cores sobrepostas, pois a aquarela é uma tinta muito delicada, fluida e transparente, e por isso, é preciso paciência para construir as sombras e a luminosidade do desenho.

O primeiro quadrinho é o esboço, e já no segundo, o desenho foi contornado com caneta nanquim descartável e iniciado o processo de pintura. No início, parece que tá tudo muito mal feito, mas é assim mesmo. Como disse, é necessário pintar aos poucos. No segundo quadrinho, fiz somente a base das cores, para delimitar como seria a pintura final. Depois disso, no terceiro quadrinho, fica mais claro que o processo é de reforço das cores já escolhidas anteriormente, refinando a pintura e trazendo mais detalhes.

aquarela

Abaixo, nos 3 ultimos quadrinhos, os detalhes já começam a aparecer e a pintura vai ficando mais bonita. Algumas pessoas me perguntam como fiz o cabelo da menina loira. Acredito que com essas etapas apresentadas aqui, fique mais fácil de entender como foi feita. Onde é a raiz mais escura, eu coloquei mais sépia e preto, sem arrastar demais, privando as áreas mais claras, que seriam as pontas do cabelo. É preciso dosar a quantidade de água nesse momento, pois se exagerar, o efeito se perde e vira uma cor só.

Na finalização, reforcei o contorno com a caneta nanquim descartável e fiz as áreas iluminadas com caneta em gel branca. aquarela

Eu sou muito preguiçosa pra fazer fundos, então, eu pinto com um amarelo que eu acho super brilhante. Na foto não dá pra ver, mas ele tem um aspecto meio neon. Adoro esse amarelo e ele compõe quase todas as minhas ilustrações xD

aquarela

Acima, com a foto maior, dá pra ver que “maquiei” as mocinhas. Esses sombreados mais delicados, eu gosto de fazer com lápis de cor aquarelável. Os olhos reforcei com caneta nanquim azul e a boca de ambas com nanquim vermelho.

O resultado foi esse. Espero que gostem. Se tiver alguma dúvida, só deixar nos comentários logo aqui embaixo.

SpeedPainting | Casal na Praia

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Apesar de demorar quase um século sem aparecer por essas bandas de cá, volto com mais posts das encomendas que tenho feito e que de alguma forma, consegui fotografar.

Não é sempre que consigo tirar foto, e mais ainda: gravar um vídeo de speedpainting. A rotina é sempre doida, e o processo de montar os bastidores das gravações é mais penoso que a ilustração em si.

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Mas como dessa vez eu estava tranquila, aproveitei pra fazer o serviço completo pra vocês. Aliás… Quase completo. Vocês vão ver que um pedaço do vídeo eu pulei (a preparação do cenário), pois minha câmera simplesmente resolveu não filmar, infelizmente.

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Imprevistos a parte, espero que gostem.

Materiais utilizados:
– Papel para aquarela, Canson 300g/m²
– Tinta Pelikan
– Tinta Winsor and Newton
– Lápis de cor Polychromos Faber Castell
– Caneta Nankim UniPin
– Caneta em gel branco Uni Ball Signo
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Quadrinho de família: Pai, Mãe e Dog

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Voltei! E voltei com um trabalho antigo mas que só agora consegui colocar em ordem pra mostrar pra vocês. Eu já mencionei que tenho o hábito de tirar foto do processo de tudo, mas nunca consigo organizar numa pasta bonitinha, e acabo perdendo o controle de tanta foto hehe

Há uns meses atrás, minha amiga maravilhosa Dani pediu pra que eu retratasse a linda família que ela tem: O Fê, o Apollo e ela! Eu quase morri do coração, pois fazer cenários não é comigo. Mas pedido de amiga a gente não recusa e fiz assim mesmo. ❤

Como foi um presente de aniversário de namoro, ela pediu que eu colocasse na ilustração, tudo o que o Fê gosta: Churros, música, cerveja, praia, o Apollo e claro, a Dani.

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Foi bem complexo, pois muito disso eu nunca tinha feito antes. Animais então, nunca foi meu forte. Fiz o esboço em um sketch e depois da aprovação, parti pro papel Canson Universitário 300g/m².

Como dá pra ver, preferi fazer o fundo antes. Nessa época, eu ainda gostava de contornar o desenho com nanquim ANTES de pintar. Mas hoje em dia os tempos são outros e já não faço isso mais. Venho tentando me desapegar do contorno da caneta nanquim, e acredito que o desenho fique mais delicado dessa forma. Além do mais, dá pra perceber que tive que “apagar” o contorno do mar com tinta branca, para que ele ficasse mais natural. Por isso acho que fazer o contorno antes nunca é boa ideia, pois ao longo do processo da pintura, percebemos que certos detalhes não necessitam disso.

passoapasso2

Depois parti para os personagens, o que pra mim foi o mais fácil (exceto pelo Apollo, já que nunca havia desenhado cachorros antes disso). A camiseta do Fê, a Dani pediu que tivesse um detalhe importante: o escudo do Flamengo. Meus caros. Não sei fazer esse tipo de coisa, muito menos desse tamanho. Recorri à boa e velha impressora e colei o escudo logo depois do desenho finalizado.

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Ao fim, depois de todos os detalhes prontos, a ilustração ficou assim. O mar, sombreei o contorno com azul um tico mais escuro e iluminei com posca branca. Não utilizei a posca diretamente no papel. Usei o auxílio de um pincel pra esfumar a tinta branca.

Os detalhes foram feitos com caneta nanquim das cores: azul, vermelho e preto e caneta em gel branca.

Espero que gostem. 🙂

Muitos beijos e até a próxima.

Parados na chuva – Aquarela

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Hoje trago uma ilustrinha que fiz muito rapidinho. Lembro que esse foi um dia de muita preguiça e por isso, a pintura foi feita em tempo récorde. Na verdade, eu tinha idealizado de uma forma, e ela acabou saindo de outra, o que me deixou um tanto desanimada para colorir. Mas fiz pois minha agonia de ver um desenho não-finalizado é muito grande, e por isso, pintei.parados na chuvaNão sou muito boa com animais, então relevem meu cachorro com cara de bobo. Aliás, relevem o desenho todo. Tem dias que nada sai como a gente quer, e aos poucos tenho aprendido a lidar com isso. hahaquase final e detalhes

Os detalhes deixei para fazer com canetas nanquim (preto, azul, vermelho), posca branca e em gel (branco).

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Aproveitei para sombrear com lápis de cor aquarelável as áreas mais escuras e passei o pincel com água por cima.

Espero que tenham gostado do resultado. Para qualquer outra informação, é só deixar nos comentários! ❤

SpeedPainting | Girls

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Olá povo lindo! Venho com mais um SpeedPainting, só que agora foi em aquarela. (vídeo ao final do post)

Eu fiz o esboço desse desenho há um tempão e só tava esperando uma oportunidade bacana para pintar e gravar pra vocês.

Esse papel é o Arches 300g/m² em tamanho 10x25cm e ele é beeeem texturizado. Pra pintar é uma delícia, porém senti dificuldade para finalizar com as canetas. Depois faço um post dele mais detalhado e com macro da textura.

Usei as aquarelas de costume: Cotman da Winsor & Newton e uma da Pelikan. Essa última tem qualidade inferior, senão me engano é escolar. Usei a da Pelikan por muito tempo, mas hoje percebo a diferença gritante da qualidade dela em relação à da Cotman. Eu ainda vou fazer um post dedicado só a isso, então aguentem a ansiedade hahaha

Comprei esse bloquinho há um tempo aproveitando uma promoção na internet e tava doida para experimentar. Como adoro desenhar personagens, resolvi fazer essas 3 meninas amigas felizes.

ruiva em aquarela

Eu nunca tinha feito ruivinhas em aquarela e achei dificil pra caramba hahaha aliás, tudo que foge do “preto preto” é um desafio pra mim. Essa roupinha texturizada é outra coisa que eu adoro fazer pois acho que deixa o desenho mais detalhado e fica um amor. O passarinho, como é muito pequeno, deixei os detalhes por conta da caneta nanquim.

cacheada e negra em aquarela

Outra coisa que eu adoro fazer, é meninas negras e com esse cabelão black e empoderador. Eu morria de medo de não saber fazer esse estilo de cabelinho, mas visitando instagram de amigas ilustradoras, consegui reproduzir. E agora não paro mais, pois acho a coisa mais linda desse mundo.

menina em aquarela

No fim, não podia faltar um autorretrato com essa minha cara de maluca e esses dentes do tamanho do mundo, que na verdade são resultado de um erro de percurso. Mas no fim eu gostei. Eu só ando com o cabelo pro alto assim, principalmente no calor. Se tem uma coisa que eu detesto, é fazer qualquer coisa com o cabelo caindo no rosto. Então na maior parte do tempo, estou com esse penteado “samurai”, como dizem as más linguas (ficou dado o recado). hahaha

O fundo, como sempre faço, colori em amarelo pois acho que ele dá um contraste bacana em tudo e eu adoro esse tom de amarelo. As florzinhas eu fiz do mesmo modo que ensinei NESTE post, então clica ai e vai lá dar uma olhada. O mesmo procedimento foi usado nas folhinhas.

meninas em aqualela

Agora, deixo aqui pra vocês o vídeo do processo inteiro da pintura. Acelerei o máximo que pude pra que não ficasse cansativo, pois eu detesto esse tipo de vídeo grande demais e acredito que a maioria também não goste.

Aproveitem e se inscrevam no meu canal para vocês ficarem por dentro de todas as novidades e cliquem em gostei pra me ajudar com a divulgação do meu vídeo! ❤ muito obrigada!

Espero que gostem e qualquer dúvida, é só deixar nos comentários (aqui ou no vídeo. responderei em qualquer lugar)

Speed Painting com Copic’s – Pensando alto

Há uns meses atrás resolvi fazer um teste gravando o processo de colorização de um desenho que fiz rapidinho no meu sketchbook.

Aproveitei a luz do dia, posicionei o tripé e a câmera (morrendo de medo de esbarrar e deixar tudo cair hahaha) e comecei o video.

Confesso que não foi fácil. Não estou habituada a usar minha camera para gravações, o que de início foi bem confuso. A gravação parava de 30 em 30 segundos e foi um suplício, mas eu consegui.

Não ficou a ilustração mais incrível do mundo, mas fiquei orgulhosa de ter conseguido terminar e editar esse video sozinha. Quanto ao uso das copics, ainda sou bastante amadora e aos poucos tenho aprendido o funcionamento delas, mas não é nada complicado, é só uma questão de entender como a tinta age no papel.

Como naquela época ainda não tinha o blog, acabei não postando. Mas agora consigo colocar aqui também tudo aquilo que eu produzir. Quero fazer outros vídeos como esse pois foi uma experiência muito legal. Espero que gostem!